terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Os tipos de pessoas

Ah, tava agora lendo o Blog do meu amigo Thales - sim, pq ao contrário de mim, meus amigos fazem posts regulares e de qualidade - e fiquei refletindo... Nesse texto aqui ele diz algo sobre o qual já dissertei por aqui: admirar a vida de outras pessoas, invejar a facilidade como elas conseguem as coisas, como elas tem tudo de mão beijada, e as vezes, merecendo menos. E, bom, eu cheguei a uma conclusão, a de que, basicamente, existem dois tipos de pessoa no mundo: As que nascem com a bunda virada pra Lua e o resto, que sempre ferra.
Se você se encaixa no primeiro grupo, parabéns! Você nasceu com dinheiro, com uma família super mára e é bonito(a). Nessas condições nada é muito difícil de se conseguir, porém, você, talvez só pra me deixar fula da vida, tem uma sorte desgraçada na hora de fazer as coisas. Pra tudo. Seja pra jogar banco imobiliário com seus primos de 7 anos -que você pode até odiar, mas eles te amam -, seja pra colar naquela prova - e tirar nota mais alta que os participantes do 'resto', que, acostumados, colocaram o livro no meio do pão de cachorro quente, e comeram com katchup, na tentativa de tirar uma nota razoável. As pessoas costumam te A-MAR, por um motivo inexplicável (talvez elas também tenham essa ligação retal com a Lua, talvez só gostem de gente que não tem problemas). Já a sua personalidade pode variar muito. Normalmente você segue um desses dois caminhos: Dá o devido valor a tudo que tem, trata os menos afortunados bem e agradece todos os dias pelo que tem OU devido a facilidade, não dá valor pro que tem, nem pro esforço que as pessoas fazem pra te agradar, relacionando-se apenas com pessoas semelhantes a você. Se você é um dos últimos, você apenas me stressa um pouco, mas como não tem muita coisa na cabeça além dos cremes da moda, Déhzinha num se incomoda muito não. Além do mais, ao contrário do que se possa imaginar, é bem fácil lidar com esse tipo de pessoa, já que elas são padronizadas e não muito complexas. O que me deixa mais assim é quando a pessoa é do primeiro subtipo, porque essas pessoas costumam aparentar perfeição, e eu aqui, com as minhas crises existencias, fico querendo ser uma entidade, só pra poder baixar nessa pessoa.
Não se identificou com os grupos citados acima? Então toca aqui, meu bém _o/ \o_, e junte-se a nós, o resto, que, desprovido de tanta sorte, num tem outra alternativa, a não ser se ferrar ao quadrado pra conseguir as coisas.
Esse tipo também tem subdivisões, que também são duas: Os reclamões e os ocupados. Os reclamões costumam reclamar [! ¬¬] de tudo o que acontece na vida, dramatizando cada pormenor de sua existência sofridérrima e triste, e curtem ficar parados, esperando as coisas acontecerem como que por mágica. Há.Tú já viu isso acontecer, meu amigo do resto? pff...
A segunda subdivisão já é meio que conformada com sua sina [uhsauhasuhuhas] e num tem tempo pra ficar chorando as pitangas [bonita expressão Déh, sua avó se orgulharia...], pois está correndo atrás do prejuízo. Encaremos a doce realidade, se tu num correr atrás, quiridão, nada vai acontecer. Não fique invejando os da bunda lunática querido, porque elas são poucas, e se você não nasceu com a mesma sorte que elas, ficar chorando por ae num vai resolver não, benhê. Encaremos o lado bom das coisas, hum? Nada de ruim acontece na vida das pessoas sortudonas, então elas nunca iam poder escrever textos sarcásticos sobre suas desventuras no Blogspot, por exemplo. [num foi um bom argumento? tá bom, vamos pro próximo]. A gente, que se ferra por aí, têm várias histórias pra contar, e como as pessoas vão rir da nossa cara com elas, nós acabamos sendo mais simpáticos e divertidos. \o/ [bom, a parte de rirem da sua cara, pelo menos, é verdade xD]
Brincadeirinhas a parte, a gente deve entender que tudo, mas Tuuuuuuuuuuuudo nesta vida, tem prós e contras, e que não é só porque a gente acha a grama do vizinho mais verde [fala sério, quem que tem jardim na calçada em São Paulo? hunft] a vida do coleguinha perfeita, num quer dizer que ela realmente o seja, ãn? A gente não deve desistir de 'lutar' quando as coisas estão difíceis, são os obstáculos que nos fazem progredir, e, mais importante, são as dificuldades pelas quais passamos que formam o nosso caráter. A nossa felicidade anda de mãos dadas com as nossa capacidade de adptação - não é essa a principal característica que nos faz capazes de viver no Saara e Polo Norte? As coisas podem estar difíceis ultimamente, mas vamos rir da vida, antes que ela ria da gente ;D

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Eu queria voltar no tempo...

Eu queria voltar ao começo do ano passado - 2009. Mas não pra mudar o que aconteceu. Não pra fazer diferente. Eu queria voltar no tempo pra viver tudo outra vez. Queria tudo de novo. O tempo passou tão rápido, está passando tão rápido. E com ele chega a e responsabilidade que tanto me desespera. Eu queria viver 2009 de novo. Queria viver sem me preocupar com o futuro - esse futuro próximo, que já chegou. Queria não me preocupar com todas as mudanças que eu queria que não acontecessem, que eu fingia que não aconteceriam. Tudo está passando tão rápido que as vezes eu questiono se estou vivendo tudo o que deveria viver. Ou se com a intensidade que deveria viver. Mas o tempo corre conforme a minha felicidade. O ano passado foi um ano de mudanças pra mim. Mudanças que vão muito além do que nos horários, na rotina. Eu aprendi a ver o mundo de um outro jeito. A ver as pessoas de um outro jeito. Com mais suavidade, mais carinho, menos extremismo. Eu aprendi a ver beleza nas diferenças, nas deformidades, nos defeitos. Eu me tornei mais tolerante, e com isso eu me senti mais leve. Eu conheci pessoas novas, pessoas maravilhosas. Eu refiz minha relação com as que eu já conhecia. Ano passado foi como um recomeço, e eu comecei com o pé direito. Foi um ano muito bom, esse 2009. E por mais que exista a tristeza, e o medo do que está por vir, o que se faz mais presente são as boas lembranças, as risadas, o companheirismo... tudo de bom que, pra mim, resume esse ano. Obrigado a todos que fizeram parte desse ano maravilhoso *_*. E, por favor, continuem junto comigo, para que 2010 seja tão bom quanto seu antecessor. :D

Ps:Eu acho que esse post meio retrospectiva tá um pouquinho atrasado, mas titia Déh explicou no outro post que estava sem tempo e pah.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Feliz 2010 *____*

Aí você pensa "Nossa, será que a religião dela segue um calendário alternativo?" "Será que a data no blog está errada e ela postou isso dia primeiro?" "Aff, mina tonta, num tem calendário em casa tsc tsc". Má péralá. Eu sei que já é dia 12, e que as pessoas normais desejam esse tipo de coisa no primeiro Dia do Ano. Maaaaaaas ainda restam 353 dias pra todo mundo ser Feliz *_____* e tia Déh tem estado sem tempo. Aí vc pensa "Mas vc não é uma vagal que num faz nada da vida está de férias, Déh?". Siiiiim, mas acontece que, de algum modo que eu não sei explicar, tenho mais encheção de saco coisas pra fazer nas férias do que nos dia letivos. EEE a tia Déh tava sem inspiração. "E agora vc tem inspiração, déh? *,*" Não. Mas é que o Dênis ficou enchendo o saco pedindo, então eu vim aqui fazer um post feliz, mesmo que sem assunto.

Vamos então pensar nos nossos planos neste ano que acaba de nascer [há uns onze dias atrás]. Eu super acho que dia 12 é um bom dia pra parar de fumar, por exemplo. Porque 1+2=3, e se você conseguir ficar 3 dias seguidos sem o seu vício, você consegue se livrar para a vida inteira [isso vale pra qualquer tipo de vício] ;D

Você se acha gordinho[a] e quer emagrecer? Dexa de bobagem mulé/hômi, ser gordinho é ser feliz e vc não precisa parecer uma vareta de pipa pra ser bonitona/bonitão. Então, a menos que vc tenha problemas de saúde que exijam uma dieta, se vc estiver se sentindo pra baixo, pega o dinheiro do total shape e vai no cabeleireiro/perfumaria/umaboalojaderoupasesapatos e se dê um presente nesse começo de Ano, você merece ;D

Quer sair do vermelho em 2010? Bom, cada um sabe onde o bolso dói, mas antes de começar a gastar que nem um condenado em todas essas liquidações de Janeiro, vale lembrar quais são suas prioridades. Veja as suas dívidas e distribua o que restar entre os seus gastos mensais. Se sobrar um dinheirinho, permita-se comprar aquela blusa que você quer a tanto tempo, ou ir naquele lugar que vc sempre quis. Você trabalha pra ser feliz e o dinheiro serve pra bancar esses momentos de felicidade. Mas sem exageros: o dinheiro não gosta de você e sempre tenta te convencer a deixá-lo ir morar na caixa registradora mais próxima. Por isso evite levá-lo pra passear.

Quer mudar de carro/dar entrada num apartamento/viajar? Se planeje de um jeito que você não sinta falta imensa do dinheiro que vai poupar. Estipule uma quantia por mês pra guardar, e não faça nada contando com esse dinheiro. O negócio é esquecer que ele existe e assim evitar tentações. Alimente seu porquinho cor de rosa ;D [/campanha]

Quer arranjar um namorado[a]? Preocupe-se mais com você do que com os outros, se dê valor. Esteja sempre arrumada[o] pra se sentir seguro. Seja simpática[o] e converse com pessoas novas - você aprende muito e quem sabe não descobre amor em uma delas? Lembre-se de que um relacionamento é um desejo e não uma necessidade. Não viva em função disso, cedo ou tarde vai aparecer alguém a sua altura.

Quer tirar notas boas? Então, fi, o negócio é estudar. Ninguém aqui tá falando que você precisa comer os livros com arroz e feijão, mas vale a pena ler com atenção o que está escrito neles. Sabe quando você chega na sala de aula, senta, e tem um desconhecido falando e gesticulando lá na frente? Aquele que só falta pular e dançar pra chamar a sua atenção? Lembrou? Você pode olhá-lo e não fazer uma boa avialiação dele enquanto pessoa, mas, acredite, vale a pena escutar o que ele está falando. A criatura pode até não ser um gênio, mas se ela está ali falando, e recebendo para tanto, é porque pelo menos naquele assunto, ela tem algo a ensinar. E por mais que você julgue aquele assunto um tanto quanto inútil, conhecimento é algo que te enriquesse como pessoa, e que nenhum batedor de carteiras pode levar de você. Além disso, você muito provavelmente vai precisar daquela informação em algum momento, seja numa prova, no vestibular, ou quando algum sabichão quiser dar uma de esperto pra cima de você. Se sentir inteligente é o que há ;D

Ah, esses foram os pedidos que as pessoas ficam adiando pra quando começar o ano fazem quando pulam ondinhas que eu lembrei no momento.

Feliz 2010 pra todos nós, e que a gente consiga tudo o que planejou, com ou sem os meus conselhos \o/

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

~* Apatia

Como foi que eu me tornei tão apática a ponto de ficar só observando? A ponto de preferir ficar observando? Como se eu não fizesse parte de tudo aquilo. Como se eu não pertencesse à mesma dimensão. Não uma dimensão melhor. Nem pior, tampouco. Apenas alheia. Por que essa diferenciação toda, afinal? O meio é o mesmo, não é? As vezes eu me sinto tão perdida... Simplesmente não consigo entender o que se passa na cabeça das outras pessoas. Algumas coisas, mesmo as mais insignificantes, não fazem sentido. Me pego observando novamente, pra tentar entender. Me vejo desejando ver a vida com a mesma simplicidade de outrem. Desejando pertencer à mesma dimensão dessa pessoa. Querendo ser como ela, viver sua vida. E isso é tão feio, não é? Me recrimino então. E me fecho ainda mais na minha dimensão separada. Gosto de observar, porém. Talvez eu consiga aprender algo, amadurecer. Tento fazer isso com todas as pessoas que conheço. Gosto tanto de conhecer gente nova, diferente. Minhas relações com elas são superficiais, porém. Prefiro, mais uma vez, assistir tudo acontecer à me envolver. A dimensão delas parece tão ruim aos que se expõem. Sinto que se eu tentar fazer parte vou me machucar de algum jeito. Mas, isso é a vida, não é? Errar, sofrer, aprender a se levantar, seguir em frente levando apenas o aprendizado e a ânsia de ser feliz novamente. Eu estou fazendo tudo errado, então, não estou? Eu estou enganada, não? Talvez seja essa a razão de tanta insegurança. Como se tudo o que eu tenho, o que eu construí, o que eu consegui... tudo fosse desmoronar em algum momento. Me sinto tão ameaçada todo o tempo. E por tantas coisas... tantas pessoas. Me sinto mal novamente, como se estivesse fazendo algo errado. Como se eu estivesse errada. Nos períodos observando, vi que eu não deveria me sentir desse jeito: eles não se sentem. Talvez eu esteja enganada. Ou talvez eu de fato pertença a outra dimensão. Isso não significa, necessariamente, que sou a única nela, certo? Existem outras pessoas ali também. Sim, existem. Eu já encontrei. Com elas eu aprendi a confiar. Confiar ao que é alheio a mim. Ver beleza, paz, pureza nelas. Como se, de alguma forma, elas estivessem fazendo tudo certo. Mas não o certo da outra dimensão, que faz eu me sentir inferior, me instiga à competição, faz eu me sentir ‘errada’. É um certo que parece me engolir, me incluir naquela clareza toda. Faz eu me sentir tão bem. Sempre, em cada conversa, cada riso, sempre. Com essas pessoas, o único momento em que me sinto mal é quando tento retribuir todo o bem que elas me fazem. Quase nunca consigo. Me sinto angustiada por alguns momentos, mas essa angústia é tão insignificante perto de todo aquele bem estar. Obrigada a todas elas, tão poucas, tão raras e tão importantes.

~* Insegurança

Insegurança. Instabilidade. Talvez sejam os hormônios da adolescência, talvez não, mas a insegurança me visita pelo menos uma vez ao dia. Me lembro de como era ser criança, ou mesmo de alguns poucos anos atrás: não interessava o que acontecia, eu sabia exatamente pra onde ir, o que fazer. Eu tinha um plano pra seguir. Agora tudo é diferente. Tenho que fazer muitas escolhas, escolhas demais. A insegurança se faz presente em cada uma delas. Tenho medo principalmente daquelas que me afetarão pelo resto da vida, mas todas aquelas que possam interferir de algum jeito no meu presente também me incomodam. Às vezes o medo de arriscar é tão grande que eu acabo optando por não fazer nada, e o medo vence novamente, o medo de destruir o que eu tenho tomando a escolha errada. O problema é que desse jeito eu deixo de viver. Afinal a vida não é feita de riscos? Não é essa a graça? Bom, pode até ser, mas o fato é que eu procuro um pouco de segurança em tudo o que eu faço. Talvez o que me falte é aquele tão citado e tão clichê “porto seguro”, mas eu não faço a mínima idéia de onde encontrá-lo. Não tenho idéia do que fazer. O meio termo sempre me parece chato, e sempre me apego aos extremos. Aos dois. Sempre. Se um lado de mim pensa seriamente em largar a cidade e viver em uma praia deserta, no meio do nada e vender artesanato, o outro quer trabalhar numa grande corporação, morar no centro de uma metrópole e usufruir de todo o luxo que o dinheiro pode pagar. O meu humor é feito de extremos também. Se um dia eu acordo me achando a mais bonita e a mais inteligente de todas, no outro eu me sinto extremamente medíocre. Estes últimos têm sido freqüentes ultimamente. Talvez sejam os hormônios da adolescência, como eu disse. Talvez seja algo mais... O amor é fonte de dúvidas e sofrimento em quase todas as pessoas. Felizes são aqueles que realmente chegam a vivê-lo com a pessoa amada. Para a maioria, porém, tudo o que sobra é a desilusão. A insegurança se faz presente mais uma vez. A sensação de mediocridade também. Afinal são tantas e tantas pessoas ao redor. Por que a pessoa escolhida iria me escolher também? Há algo de tão especial e marcante em mim? Às vezes a insegurança é tanta que a minha resposta a essa pergunta é justamente a insegurança. Talvez eu devesse escutar àqueles que dizem por aí que isso tudo é só uma fase, que é típico da idade. Mas eu olho ao redor e vejo um brilho confiante no olhar de alguns. Sem querer isso me desperta inveja. Começo a imaginar como seria ser aquela pessoa, começo a compará-la comigo, descobrir o que é diferente entre nós, o que está errado em mim. Então eu me sinto mal. As vezes até desesperada. Penso que nunca vou conseguir o mesmo brilho no olhar, a mesma determinação. Penso como é ridículo estar invejando meu semelhante, e por vezes, não conseguir evitar fazê-lo. Me sinto perdida novamente. Procuro algo de bom em mim. As vezes acho. Me lembro de toda a paixão que eu tinha por algumas coisas. Me lembro de como ela foi se esvaindo e amenizando. Percebo então que me tornei quase apática. Mas algo ainda restou. Foi uma fase da minha vida que me ajudou a formar meu caráter. Nesse período eu queria mudar o mundo. Queria acabar com todo o preconceito e toda a fome. Com o frio das noites dos desabrigados, com a solidão daqueles que já não têm algo pelo qual viver, com o menosprezo, com a falta de sentimento daqueles que simplesmente não se importam com tudo isso. Aqueles que acham que tudo está certo e corre exatamente como deveria. Aqueles que não conseguem enxergar além do alcance de seus olhos, cujo o limite, muitas vezes, é o espelho. Aqueles que não se importam ao ver lágrimas no rosto de uma criança. Se não somos capazes de acudir nem mesmo as nossas crianças, que tipo de pessoas somos nós? E quando eu acho que não só eu estou toda errada, mas também o mundo, algo me surpreende. Ao mesmo tempo que a maldade está espalhada por todo o mundo, a bondade, mais tímida, se faz presente também. Talvez até em maior escala, embora mais sutil. Porque por mais problemas que haja no mundo, sempre existem aquelas pessoas que, com pequenas atitudes, os amenizam. Percebo então que o que importa não é exatamente a faculdade que eu vou fazer, ou a profissão que eu vou seguir, mas sim as atitudes que eu tomo para ajudar ao próximo que me farão feliz. O sentimento de fraternidade e dever cumprido que me fará descansar tranqüila durante a noite, e seguir disposta durante o dia.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

~* Eu e o poupa tempo, pt2: amor que nunca morre.

Háaaaa, nada como acordar cedão, tendo em vista expectativas MA-RA-VI-LHO-SAS para o dia que vai nascer. Pq claro, nada melhor do que ver o Sol nascer no Galpão do Poupa tempo, falae? [Tá, exagerei, mas tava cedo sim u.u] Cheguei lá esta manhã antes do breguenaits ter aberto, e já tinha uam filinha báasica. Pensei comigo "Ah, tem pobrema não, essa bagaça faz milhares de serviços diferentes, cada um da fila deve querer uma coisa, vai ficar eu e uns três só pra fila do RG." Há. Há há. Como sou ingênua. Ouço uma voz meio estridente d'uma mocinha que trabalhava lá e eis que vejo em minha frente quatro cartazes, separando em categorias os assuntos dos quais eu e minha linda fila íamos tratar. Atrás do primeiro, algo sobre Carteira de Motorista, deveria se formar uma filinha. Sáiram da fila mór umas 10 pessoas e foram pra lá. Beleza. Na segunda fila, saíram umas 3 pessoas só. Quando chegou na Fila do Rg, qual é a minha surpresa ao ver todas as pessoas na minha frente somente dando alguns passos pro lado??? Háaa. Claro né? A ultima fila acho q nem tinha ngm. ¬¬
Bom, quando deu sete horas e eles finalmente decidiram abrir o negócio, a gente foi andando, seguindo a ordem da fila, para uma outra filinha bonita, enquanto alguns dos funcionários ficavam parados em volta. Parecíamos presos indo para o Banho de Sol. Aí eu fiquei lá, na filinha, pah. Eis que surge uma senhora perguntando se alguém dali queria fazer um sabe-se lá o que, lá... Pensei, 'noooossa, deve ser um serviço super requisitado, várias pessoas vão sair da fila e páh... iei *.*" mas não, só saiu um senhor e um outro cara, e só um deles tava na minha frente... Enfim, esperei lá um pouquinho, a mocinha me atendeu, me mandou pegar senha pra uma outra fila, q eu nem precisaria pegar se ela soubesse o que tava fazendo no trabalho dela, depois voltei  praquela fila lá, e fui pra outro lugar, pegar senhas.
Minha senha era tipo H45, e tava no H23. Vc vai pensar, 'há, beleza, nem deve ter demorado, eram só 22 pessoas, certo?'  Errado. O problema é que resolveu passar um milhão de G's na minha frente e eu quase dormi no raio do banquinho. Isso sem contar aquelas senhas que eram chamadas over and over again.  Não me conformo. A pessoa tá ali, esperando, e num percebe quando a senha dela aparece no painel?? Num é como se Tivesse alguma distração, não é? Tem ela e o painel. Fim. Aliás, minto. Em certo momento, eu não sei se foram alucinações, mas eu juro que uma música surgiu de algum lugar, mas não qualquer música, nãaaaao. O que estava tocando era Pepê e Neném. De novo: Pepê e Neném.


Isso de alguma forma me deixou mais bem humorada, mas antes que aparecessem mais pérolas, a música parou de novo =/.
Bom, o que importa eh q eu fui atendida, deixei as marquinhas dos meus dedinhos no papel, e vou voltar pra buscar o meu bebe amanhã. [Bom, hoje, considerando q eu stou postando o dia de ontém, 17]
\o/
E dessa vez os Doze Reais de estacionamento valeram a pena *____* Mentira, sinto saudades dos meus 12dinheiros.
=D

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

~* Eu, a chuva e o poupa tempo ;D

Assim, não é que eu goste de ficar reclamando da minha vida. Não gosto mesmo. Eu acho que papai do céu é muito bonzinho comigo, ele só curte tirar uma com a minha cara as vezes... mas assim, sou feliz e pah *___* . Eu só reclamo pq acontecem umas coisas muito bizarras comigo. Eu mesma só num acho mais engraçado pq é comigo, agora, se eu fosse um dos meus amigos eu ia raxar da minha cara. Enfim, criamos um blog com essa finalidade \o/.

Hoje por exemplo, eu lavei roupa.
Hoje eu fui no poupa tempo renovar o RG.
Chegando lá, entramos eu e papai no estacionamento cuja hora custa, veja bem, SETE lindos reais. Sete daquelas notinhas verdinhas tão bonitinhas que nem estão mais em circulação. Sete moedinhas com a bordinha Dourada... >.< E se eu ficasse soh meia hora eram 4 reais. Quatro. Duas notinhas de tartaruguinha. Poxa, tá em extinção e eu tenho que ficar dando elas de graça por aí??? Sim, de graça, porque assim, num é só por que o nome do negócio é poupa tempo que isso tem de fato alguam relação com o mundo real, champs.
Entrei lá e fui abordada por uma mocinha com uma cara que era um misto de 'ai, anda logo/se ferrou otário'. Falei pra ela, toda sorridente,  "=D queria tirar o Rg moç..." "a gente não está mais distribuindo senhas (66)". Isso era o que? três horas da tarde?? Eu fiquei encarando o ser na minha frente por algusn segundos, processando a informação, pensando se tava delirando quando as palavras 'se', 'ferrou' e 'trouxa' apareciam na testa da criatura... Aí fui lá perguntar pro fulano que de fato fazia o negócio, e ele disse q eu podia agendar, mas veja bem, veeeeja bem, pro dia vinte e OITO. Hoje é dia 16. Poupa tempo, lembra?
Sei que voltarei lá amanha cedinho antes de abrir aquela bagaça, e desperdiçarei meu lindo e ensolarado dia lá naquele galpão prédio apinhado de gente bonita e bem humarada amanhã. Ensolarado. Sim, porque hoje tava um calor dos infernos enquanto eu ia pro raio do poupa tempo, o que é claro, não impediu que chovesse umas três vezes pra molhar a minha linda roupa no varal, e me impossibilitar de abrir a janela do carro. Tive então que decidir entre nadar no interior do veículo ou cozinhar dentro do automóvel. Duas possibilidades realmente tentadoras, obviamente. Papai do céu é bom comigo, mas ísso não impede que São Pedro me odeie, falae?
Cheguei em casa a net tinha dado tilt, e a pilha de louça tinha se multiplicado. Parecia que tinha acontecido uma batida em busca de drogas escondidas nos cantos mais improváveis do meu quarto, visto que antes de sair eu tinha revirado e jogado tudo no chão em busca, não de crack, cocaína nem nada do gênero, mas sim do meu lindo e antigo RG. Aliás, sinceramente, não vejo a necessidade dessa alarde toda. E daí que eu tinha nem cinco anos quando tirei o RG? E daí que na época eu não sabia nem escrever meu nome completo? E daí que meu A era uma bolinha preenchida e q eu assinei no lugar errado? E daí que sempre que eu faço provas e vestibulinhos por aí os fiscais costumam rir da minha cara quando olham meu RG? E daí? Só por isso eu tenho que tirar um novo? Aaah, faça-me o favor u.u